quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Poemas de Rizolete Fernandes - Natalense















                                                                      
Rio Potengi - NR - Tela Rosa


CHRONOS                                               

 Vai embora

o tempo

inexoravelmente

hora por hora

minuto segundo                                                          

feito agora



CRONOS

Se marcha

el tiempo

inexorablemente

hora a hora

minuto segundo

sucediendo a hora.

VENTO DA TARDE

Em tempo próprio de ser

maroto o vento da tarde

entra sem pedir licença

e põe-se a desmantelar

da casa portas e alma

Espalha papéis ao chão        

invade secretos nichos

arranca folhas à planta

que verdeja minha sala                                      


Assovia em meus ouvidos

faz folia em meus cabelos

e parte ao sentir a noite

levando consigo a calma

enquanto dura a estação .                                                     



Extraídos de Vento da Tarde (Viento de La Tarde), Rizolete Fernandes, Editora Sarau das Letras (RN-Brasil) & Trilce Ediciones (Salamanca-Espanha), 2013, Tradução e Prólogo de Alfredo Pérez Alencart (Traducción y prólogo de Alfredo Pérez Alencart). Contato: mrizolete@yahoo.com.br e rizoletefernandes@ig.com.br








2 comentários:

  1. Rosa Firmo,

    Amei o passeio pelo teu blog. Lindo e aconchegante!
    Grande abraço.

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